A NUMERO 1 DE ASSAI E NÃO TEM JEITO !: Atendimentos pós-abortos chegam a 9 mil por ano no Paraná

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Atendimentos pós-abortos chegam a 9 mil por ano no Paraná

Número é a média apenas dos casos que chegam até os hospitais da rede pública e particular
bem paraná 
Nesta semana uma mulher de 26 anos foi presa pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Curitiba, ao procurar socorro médico após ter, supostamente, provocado um aborto. Ela estava grávida de cinco meses e teria tomado comprimidos abortivos proibidos no Brasil. Como teve complicações, acabou indo parar no hospital.
O caso da jovem não é único e muito menos raro. Desde 2011, a média de atendimentos pós-aborto no Paraná chega a 9 mil ocorrências por ano, segundo dados do sistema Datasus, com números encaminhados por secretarias de saúde municipais e estaduais. O número inclui dados de atendimentos pós-aborto que ocorrem de forma espontânea, por razões médicas e as provocadas.
Os números podem estar subnotificados, já que apenas as mulheres que dão entrada em algum serviço hospitalar acabam nas estatísticas. Logo, quem pratica um aborto sem motivos médicos, e não procura ajuda médica, não entra para a relação. Ao mesmo tempo, a estatística não separa o que é legal do ilegal. O mesmo relatório mostra que no Paraná foram apenas 26 casos de atendimentos pós-aborto por razões médicas.
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgada em 2015 apontava que quase 13% dos abortos no País seriam provocados, e a que a maioria das ocorrências foram de abortos espontâneos. Mas o próprio instituto adiantava que o número de abortos provocados poderia estar subnotificado.
Entidades que defendem a descriminalização da prática dizem que seriam cerca de 800 mil abortos clandestinos realizados a cada ano no País, e que apenas um quarto destes casos chegam ao SUS para tratar as sequelas de procedimentos malfeitos. O aborto clandestino está entre as principais causas de morte de mulheres.
Presa
A mulher presa nesta semana em Curitiba descobriu a gravidez na semana passada, quando passou mal dentro de um ônibus. Ela então teria comprado comprimidos abortivos. Segundo a polícia, ela teria usado pelo menos oito comprimidos. Ela passou mal, e acabou levada para o hospital pelo namorado. Segundo a mulher, ele não sabia da gravidez.
Ela ficou três dias internada, e depois foi levada para a DHPP. Se condenada, ela pode pegar uma pena de um a três anos de detenção. As penas para este tipo de crime variam também conforme a situação.
Atendimentos pós-aborto (espontâneo, médicos e outros) no Paraná
2011
2012
2013
2014
2015
2016
8.971
9.180
9.238
9.583
9.446
8.866
Atendimentos pós-aborto (espontâneo, médicos e outros) em Curitiba
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2.078
2.093
2.066
2.138
2.141
2.026

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